O amanhã não chega nunca!

O mundo vive a esperar por um fato milagroso, um acontecimento genial que irá transformar as coisas. Ou uma geração extremamente consciente e inquieta que fará o universo girar do jeito certo.

E qual será o jeito certo? Quem irá identificar esse fato transformador e essa geração nova capaz de fazer tudo acontecer do jeito certo?

Se a questão for analisada com um pouco de cautela, facilmente se vê que todas as gerações que esperam pela geração futura que vai revolucionar o mundo e resolver todos os problemas sociais, já foram, em um passado não muito distante, a esperança para as gerações anteriores, que já foram vistas como solução pelos mais velhos antes e por aí vai.

As  crianças crescem e reproduzem as mesmas atitudes e discursos dos seus antecessores, pois foram ensinadas por eles que o certo é esse. Criança precisa de exemplo, que deve ser dado por aqueles com quem elas convivem e admiram.

É necessário respeitar a coletividade, mas agir individualmente e perceber que uma gota de água não faz o oceano, mas é necessária para que, junto com as outras, o oceano se forme.

Construir no dia a dia o mundo que deseja ter para viver, pode levar as pessoas a conseguirem viver na realidade esperada.

Então, os profissionais devem ser respeitados hoje, os recursos devem ser economizados hoje, os sorrisos e abraços devem ser distribuídos em demasia hoje, para que amanhã, o certo seja o normal, naturalmente encontrado.

“A mudança não virá se esperarmos por outra pessoa ou outros tempos. Nós somos aqueles por quem estávamos esperando. Nós somos a mudança que procuramos.” Barack Obama

Quanto vale a consciência?

Porque será que o homem sempre quer que a norma seja rígida com os estranhos e branda com aqueles que o cercam?

É muito fácil perceber a insatisfação geral da sociedade, que reclama da falta de segurança, da falta de governo, do engarrafamento, da vagareza do judiciário, do motorista do lado que não respeita o semáforo vermelho…

Mas infelizmente, em geral, são as mesmas pessoas que desrespeitam as leis de acordo com a sua conveniência, que lutam por um cargo em troca de votos, que pedem condescendência na aplicação das punições quando comete uma infração ou quando os seus cometem, que aplaude uma autoridade que age com irregularidade simplesmente porque o resultado dela é favorável aos seus entendimentos.

Atualmente, delitos são comumente aceitos pela sociedade, que rapidamente arruma justificativas quando são indagadas do por que beber e dirigir, comprar pirataria, passar no semáforo vermelho, pegar a contramão, pedir uma ajudinha ao conhecido para filtrar a burocracia nos órgãos públicos, etc. É necessário apenas que o delito cometido seja moral nos meios sociais.

Todos querem que o mundo funcione como uma engrenagem perfeita apenas da porta pra fora da sua residência, pois ninguém quer que a sua rotina seja mexida, ninguém quer ser incomodado. É fácil perceber alguém que é favorável a um mundo biosustentável mas não abre mão de tomar um banho super quente e demorado, de ir de carro a um lugar mesmo que a distância seja de 50 metros, de usar descartáveis pela facilidade de não ter que lavar…

O mundo só vai começar a “funcionar” melhor quando as pessoas entenderem que não podem cumprir as regras apenas quando tem alguém olhando, ou quando a punição for pros outros.

O devido processo legal deve ser respeitado para todos, as regras de trânsito devem ser respeitadas por todos, a burocracia é pra ser seguida por todos, assim como as conseqüências das irregularidades são sofridas por todos.

Quando uma pessoa joga lixo pela janela do carro, o lixo entope as galerias, alaga as ruas, invade casas, causa epidemias… Ou seja, as pequenas ações causam grandes estragos.

As autoridades escolhidas para representar a sociedade são sempre o espelho desta, só que com um certo aumento, ou seja, o alcance dos atos são bem maiores, assim como o benefício dos que os cometem são maiores também.

É cômodo que as punições sejam pecuniárias ou que o comportamento irregular da maioria seja compensada com o consumismo desenfreado, pois isso tranqüiliza a consciência dos que têm dinheiro, que acham que podem pagar sempre pelos estragos causados, mas que não lembram que existem estragos irreparáveis.

A engrenagem só vai funcionar perfeitamente quando as pessoas aprenderem a fazer o certo porque é certo e não porque tem alguém olhando, ou porque a punição é maior do que podem suportar.

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.” Rui Barbosa

“Seja a mudança que você deseja!”

As eleições estão chegando e é necessário ponderar um pouco sobre a responsabilidade individual nesse processo coletivo.

Vivemos um tempo em que as pessoas estão acostumadas a achar um culpado para tranqüilizar a própria consciência, isentando-se de qualquer responsabilidade.

O que não ocorre àqueles que declaram não querer se envolver, que se isentam de participar do processo e de questionar o que está errado para tentar melhorar, é que, independentemente de ser ativa ou passiva, a participação vai acontecer.

O exercício da cidadania no Brasil está diretamente ligado ao exercício do voto, é através dele que cada brasileiro manifesta seus entendimentos sobre o cenário político, escolhe as propostas que mais se encaixam com os seus ideais e excluem do processo as idéias que entendem ser equivocadas.

Cada voto é extremamente importante e deve ser valorizado ao extremo, pois o indivíduo que valoriza seu voto pesquisa com cuidado acerca dos candidatos postos e suas propostas e escolhe com consciência quem é merecedor dele.

Durante o processo devem ser consultadas todas as fontes possíveis, debatidas todas as questões, esmiuçadas as idéias, pois é indispensável ter a convicção de ter feito a escolha mais coerente com aquilo em que acredita. A maneira que o cidadão entende que devem ser desempenhados os papéis políticos em questão deve ser o requisito mais importante na escolha de um candidato.

Por mais alheia ao processo eleitoral que possa estar uma pessoa, não há como se esquivar das conseqüências do comodismo, do descaso do eleitor. A falta de cuidado na escolha dos legisladores e dos gestores públicos resulta no caos que têm se instalado em todos os estados do país, atingindo todos os brasileiros, conscientes ou não dos seus deveres e direitos.

Alegar que se abster do processo é melhor que fazer uma escolha errada é permitir que a escolha seja feita por outra pessoa e, por conseqüência, concordar cegamente com os erros dos outros.

Já passa da hora de cada um sair da zona de conforto e dedicar um pouco de tempo para participar das escolhas que definem os rumos da sociedade em que vive. Os danos da apatia são irreparáveis.

Olá ;)

Sejam bem vindos a esse espaço que se propõe a discutir um pouco do mundo em que vivemos. Fiquem a vontade para participar, criticar, opinar… o blog foi criado pra isso.

Enjoy!